terça-feira, 18 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Exposição 10 de Dezembro
No âmbito do projecto que temos vindo a desenvolver, foi realizada uma exposição que decorreu na Biblioteca Escolar onde se encontravam diversos expositores com informações e actividades relacionadas com "A Diferença".
Para o público que nos acompanha virtualmente deixámos algumas fotografias da preparação e do produto final da exposição, realizada no dia 10 de Dezembro de 2010.





Para o público que nos acompanha virtualmente deixámos algumas fotografias da preparação e do produto final da exposição, realizada no dia 10 de Dezembro de 2010.
Pessoas com Deficiência - Sucesso no Desporto
Pessoas com deficiência - Sucesso no desporto
Fernando Fernandes e Carla Ferreira
Num bonito dia de Agosto, Fernando (que tinha uma promissora carreira de modelo e desportista) saiu de casa para jogar futebol com os amigos. No regresso, já de madrugada, o jovem brasileiro perde o controlo do carro numa curva e despista-se com alguma violência, destruindo completamente o veículo onde seguia.
Do acidente, Fernando lembra-se pouco: “Sei que comecei a curvar o carro, e depois acordei no hospital, bastante combalido e cheio de dores”. Logo que acordou, quis saber qual o seu estado físico, no entanto, só dias depois é que os médicos lhe disserem que tinha ficado paraplégico devido a “uma lesão completa na medula óssea”.
Fernando ficou bastante assustado, em pânico, mas conversou logo com os médicos, que lhe explicaram todos os passos da sua lesão e tudo aquilo que teria de fazer para recuperar parcialmente da grave mazela. Ainda abalado o desportista brasileiro começou a fazer fisioterapia e acabou por descobrir a canoagem adaptada.
Carla Ferreira é uma jovem portuguesa que nasceu com paralisia cerebral, tem dificuldade em falar e andar, mas é campeã nacional de canoagem adaptada, sendo um grande ídolo na Polónia, o que deixa a jovem lusa “completamente espantada”.
Fernando foi pesquisar na internet e encontrou muitas referências ligada a Carla o que os liga devido a ambos praticarem canoagem adaptada. Nelo que é um conhecido fabricante de canoas desportivas ajudou ambos os jovens.
O brasileiro contactou Nelo que assim que soube do seu problema se prontificou a fazer-lhe uma canoa especial, tal como tinha feito para Carla Ferreira, a grande musa inspiradora do jovem sul-americano: “Quando se olha para a Carla fica-se abismado. Eu tenho tudo: família, amigos, uma situação financeira estável e vou realizando os meus sonhos. A Carla não, não tem patrocinadores, não é conhecida no seu país, tem paralisia cerebral e mesmo assim consegue fazer mil e uma coisas, pois tem uma energia ímpar e um sorriso contagiante”.
Depois de se ter tornado campeão brasileiro de canoagem adaptada, a bordo de uma canoa de Nelo, Fernando vai apresentar um programa televisivo sobre cidadãos com vários tipos de deficiência, só para provar “que o deficiente não é um coitadinho, que tem de ficar fechado em casa. Pode e deve ter uma vida plena, saudável e fazer um montão de coisas ousadas, pois se eu posso, se a Carla pode, todo o mundo deficiente pode”. Vai também dedicar-se a uma missão quase impossível: fazer com que a canoagem adaptada integre o programa do Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012.
“Ser deficiente é fazer as mesmas coisas que as outras pessoas apenas de maneira diferente”
Anónimo
Deficiência Auditiva
Deficiência Auditiva
O que é a Audição?
A audição, como os restantes sentidos, é muito importante para o nosso desenvolvimento como indivíduo, como parte da sociedade.
Mesmo antes do nascimento, a adição é o primeiro sentido a ser apurado, através do diálogo entre a mãe e o bebé, dos novos sons, do conhecimento do mundo que nos rodeia.
O que é a Deficiência Auditiva?
A deficiência auditiva consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir, isto é, um indivíduo que apresente um problema auditivo.
Quem é considerado deficiente auditivo?
É considerado deficiente auditivo todo o indivíduo cuja audição não é funcional no dia-a-dia, e considerado parcialmente deficiente auditivo todo aquele cujo capacidade de ouvir, ainda que incompleta, é funcional com ou sem prótese auditiva.
Quais as causas da deficiência auditiva?
As causas da deficiência auditiva podem ser dividias em: pré-natais, nascimento e pós natais.
Pré – Natais:
o Doenças adquiridas pela mãe durante a gravidez, tais como:
· Rubéola;
· Sífilis;
· Herpes;
· Intoxicações intra-uterinas;
o Agentes Físicos (como, por exemplo, os raio-X);
o Alterações Endócrinas (Diabetes ou Tiróide);
o Carências Alimentares.
Ao nascimento:
o Traumatismos Obstétricos;
o Anóxia.
Pós-natais:
o Doenças infecciosas;
o Doenças bacterianas (meningites, otites, inflamações agudas ou crónicas);
o Doenças virais;
o Intoxicações;
Causas hereditárias:
o Pode ser transmitida geneticamente de geração em geração, particularmente quando existem casos de deficiência auditiva na família;
Quais os vários tipos de deficiência auditiva?
o Condutiva – afecta todas as frequências do som, porém não se verifica uma perda de audição severa.
o Neurosensorial – deve-se a um problema hereditário num cromossoma, porém também pode ser causado por lesões provocadas durante o nascimento e/ou no feto em desenvolvimento.
o Mista – deve-se a uma lesão do aparelho de transmissão e de recepção, ou seja, quer a transmissão mecânica das vibrações sonoras, quer a sua transformação em percepção estão afectadas.
o Central – determinada por uma alteração nas vias centrais da audição, ou seja, há alterações nos mecanismos de coordenação da informação sonora no Sistema Nervoso Central.
Qual a diferença entre Surdez e Deficiência Auditiva?
Normalmente, as pessoas confundem deficiência auditiva com surdez.
Por um lado, a surdez, sendo de origem congénita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Assim, como consequência, surge uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, mas também no desenvolvimento da comunicação. Por outro lado, a deficiência auditiva é um défice adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões e/ou doenças, se perde. Quando se dá esta perda de audição, maior parte das pessoas já sabem comunicar, porém é necessário aprender novas formas de comunicação.
Como minimizar os problemas de deficiência auditiva?
Para minimizar a deficiência auditiva, as pessoas podem recorrer a dois métodos:
o Oralista – baseia-se na aquisição de linguagem oral, sem intervenção de gestos.
o Gestualista – para além de um ensino de linguagem oral, apresenta um sistema estrutura de gesto (linguagem gestual).
Ou ainda…
o Próteses auditivas – aparelhos que ampliam o som
o Equipamentos autónomos de amplificação por frequência modulada – transmitem o sinal sonoro mediante ondas de alta-frequência.
o Implante coclear – aparelhos auditivos com um componente interno (ouvido interno) e um externo, ligado a um processador.
"O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons."
Martin Luther King
Deficiência motora
Deficiência Motora
O que é a deficiência motora?
Trata-se de uma disfunção física ou motora, a qual poderá ser de carácter congénito ou adquirido.
Assim, esta disfunção irá afectar o indivíduo, no que diz respeito à mobilidade, à coordenação motora ou à fala. Este tipo de deficiência pode decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal formação.
Quem pode ser considerado deficiente motor?
Considera-se deficiente motor, todo o indivíduo que seja portador de deficiência motora, de carácter permanente, ao nível dos membros superiores ou inferiores, de grau igual ou superior a 60%.
Além disto, para ser titular deste nome, é necessário que essa deficiência dificulte a locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou recurso a meios de compensação, bem como o acesso ou utilização dos transportes públicos.
Quais as causas da deficiência motora?
São vários os motivos que podemos encontrar na base da deficiência motora, destacando-se:
· Acidentes de trânsito
· Acidentes de trabalho
· Erros médicos
· Problemas durante o parto
· Violência
· Desnutrição
Quais os vários tipos de deficiência motora?
· Monoplegia – Paralisia num membro do corpo;
· Hemiplegia – Paralisia na metade do corpo;
· Paraplegia – Paralisia da cintura para baixo;
· Tetraplegia – Paralisia do pescoço para baixo;
· Amputação – Falta de um membro do corpo.
Medidas preventivas:
· Maior consciencialização das mulheres acerca da necessidade de fazer acompanhamento médico pré-natal;
· Existirem mais pessoas treinadas no resgate de vítimas de acidentes de trânsito;
· Consciencialização dos riscos da hipertensão e da diabetes;
Os portadores de deficiência motora e a escola…
Na sala de aula:
· Aqueles que usam cadeira de rodas devem ter mesas adaptadas, mais altas do que as dos colegas;
· Devem estar relativamente próximo do professor;
· Os professores devem estar a par de outros problemas de saúde do portador, como a incontinência, sabendo explicar aos alunos a situação e evitar situações embaraçosas.
O papel do professor:
· Deve especializar-se no tipo de deficiência;
· Inter-ajuda entre pais e professores;
· Ajudar na relação entre alunos;
· Esclarecer os alunos acerca do problema da deficiência;
· Estimular o aluno.
A escola é importante para qualquer criança, tendo ainda mais importância para uma criança portadora de deficiência, sendo neste local que ela adquire confiança de si mesma.
Comportamentos a evitar e a promover com os alunos com deficiência motora.
Promover:
· Máximo de independência no âmbito das capacidades e limitações do aluno, mas atendendo sempre às necessidades inerentes a cada caso de deficiência;
Evitar:
· Ignorar a existência destas pessoas, pois se o fizermos estamos a desconhecer uma característica muito importante destas pessoas, isto é, se não a virmos da forma como ela é, não nos estaremos a relacionar com a pessoa “verdadeira”, mas sim com uma pessoa inventada por nós.
· Não falar de cabeça levantada para um aluno que utilize uma cadeira de rodas, pois para ele pode ser bastante incómodo. Devemos encontrar uma posição agradável para manter o diálogo.
· A falta de informação e preconceito perante os alunos portadores de deficiência.
“Lutar pelos direitos dos deficientes é uma forma de superar as nossas próprias deficiências.”
J.F.Kennedy
Deficiência Visual
Deficiência Visual
O que é a Visão?
A visão é um dos sentidos que nos ajuda a compreender o mundo à nossa volta, ao mesmo tempo que nos dá significado para os objectos, conceitos e ideias.
A comunicação por meio de imagens e elementos visuais relacionados é denominada “comunicação visual”. Os humanos empregam-na desde o amanhecer dos tempos. Na realidade, ela é predadora de todas as linguagens escritas.
O que é a Deficiência Visual?
A Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico.
Dentro dos deficientes visuais podem-se distinguir três tipos:
Cegos: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam de aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.
Portadores de Visão Parcial: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.
Portadores de Visão Reduzida: são considerados indivíduos com visão que podem ter o seu problema corrigido através de cirurgias ou através da utilização de óculos/lentes de contacto.
Segundo a OMS, um indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta uma diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional e que para além disso apresenta uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.
A cegueira pode surgir no momento em que nascemos, acontecer por algum incidente durante o nosso percurso de vida ou então por questões hereditárias.
Tipos de cegueira
A Deficiência visual é a falta do sentido da visão. Esta deficiência pode ser total ou parcial. Esta deficiência classifica-se dependendo de onde se tenha produzido a lesão que impede a visão. Este pode acontecer:
- Nas estruturas transparentes do olho, como as cataratas e a opacidade da córnea.
- Na retina, como a degeneração macular e a retinose pigmentária.
- No nervo óptico, como o glaucoma ou a diabetes.
- No cérebro.
Causas da Deficiência Visual
• Congénitas: amaurose congénita de Leber, malformações oculares, glaucoma congénito, catarata congénita.
• Adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.
Como identificar?
• Desvio de um dos olhos;
• Não seguimento visual de objectos;
• Não reconhecimento visual de pessoas ou objectos;
• Baixo aproveitamento escolar;
• Atraso no desenvolvimento.
Sinais de alerta
• Olhos vermelhos, inflamados ou lacrimejantes;
• Pálpebras inchadas ou com pus nas pestanas;
• Esfregar os olhos com frequência;
• Fechar ou tapar um dos olhos, sacode a cabeça ou estende-a para a frente;
• Segura os objectos muito perto dos olhos;
• Inclina a cabeça para a frente ou para trás, pisca ou semicerra os olhos para ver os objectos que estão longe ou perto;
• Quando deixa cair objectos pequenos, precisa de tactear para os encontrar;
• Cansa-se facilmente ou distrai-se ao aplicar a vista muito tempo.
• Congénitas: amaurose congénita de Leber, malformações oculares, glaucoma congénito, catarata congénita.
• Adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.
Como identificar?
• Desvio de um dos olhos;
• Não seguimento visual de objectos;
• Não reconhecimento visual de pessoas ou objectos;
• Baixo aproveitamento escolar;
• Atraso no desenvolvimento.
Sinais de alerta
• Olhos vermelhos, inflamados ou lacrimejantes;
• Pálpebras inchadas ou com pus nas pestanas;
• Esfregar os olhos com frequência;
• Fechar ou tapar um dos olhos, sacode a cabeça ou estende-a para a frente;
• Segura os objectos muito perto dos olhos;
• Inclina a cabeça para a frente ou para trás, pisca ou semicerra os olhos para ver os objectos que estão longe ou perto;
• Quando deixa cair objectos pequenos, precisa de tactear para os encontrar;
• Cansa-se facilmente ou distrai-se ao aplicar a vista muito tempo.
"Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem (...) o acto de ver não é uma coisa natural. Precisa ser aprendido."
Rubem Alves
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